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Viver com consciência: o desafio de andar no tempo deles, com eles

  • 2 de fev.
  • 2 min de leitura

Dia 19 de janeiro foi o primeiro dia de aula das crianças em 2026. Um novo ciclo

para eles… e para mim. Ninguém conta que, quando os filhos avançam de fase, a gente também “anda casas no tabuleiro”.

 

Meu filho foi de calça jeans pela primeira vez — e isso me levou direto àquela fase em que jeans era quase um passaporte para a adolescência. Minha filha, por outro lado, vive o último ano do fundamental. É o fim de um ciclo e o começo de um mundo que grita “corra”, enquanto eu sussurro: calma, vá no seu tempo.

 

Depois da correria matinal, dos “vão chegar atrasados!” e “pega a garrafa d'água!”, chegamos à escola ainda pulsando adrenalina. Andando pela escola, fui tomada por um banho de ocitocina. Olhos marejados, coração apertado, percebendo como tudo passa rápido. A vida é veloz e o tempo não espera.

 

A mãe que há 9 anos chorava de cansaço porque um não queria ficar na escola e a outra explodia diante de pequenas frustrações, hoje chora de nostalgia e fome de viver. Vontade de devorar cada momento antes que escape.

 

Também passei a usar “minha calça jeans” este ano — símbolo de que entrei em outra fase da maternidade. Encantadora, desafiadora, deliciosa. E aprendi que, quando as fases são difíceis, vale cada esforço para torná-las mais leves: terapia, ajuda profissional, estudo, leitura. Porque sim, eu odiava ouvir… mas é verdade: passa rápido e dói demais sentir que as dificuldades nos arrancam os sorrisos das fases que não voltam.

 

A ordem dos últimos anos e desse 2026 é viver com consciência e presença, e saborear cada prato delicioso e agridoce da maternidade.


Camilla Alves

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